Armas autônomas: ONU e Cruz Vermelha alertam que máquinas estão próximas de decidir quem deve morrer.
- 27 de ago.
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por Regina Papini Steiner - Notifica News
O secretário-geral da ONU, António Guterres, e a presidente do Comitê Internacional da Cruz Vermelha, Mirjana Spoljaric, fizeram nesta terça-feira, 25 de agosto, um apelo conjunto pela negociação imediata de um instrumento juridicamente vinculante sobre sistemas de armas autônomas. O documento não afirma que máquinas plenamente autônomas já estejam selecionando seres humanos como alvos, mas adverte que a corrida tecnológica aproxima o mundo dessa “linha moral”. A preocupação envolve tanto a proteção de civis quanto a dificuldade de determinar responsabilidade quando uma decisão letal resulta de algoritmos, sensores e cadeias automatizadas de comando.
A disputa não é apenas tecnológica. Países com maior capacidade militar e industrial procuram preservar liberdade para desenvolver esses sistemas, enquanto populações de territórios transformados em campos de experimentação suportam os riscos. A conferência de revisão da Convenção sobre Certas Armas Convencionais, prevista para novembro, será um teste: saber se o direito internacional conseguirá impor limites antes da proliferação ou se, mais uma vez, as regras serão escritas depois que a tecnologia já tiver sido empregada contra povos em guerra. Estados Unidos e Rússia, segundo a cobertura disponível, permanecem resistentes à criação de novas obrigações vinculantes.



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