7 de Setembro reúne multidão em Brasília e ato político leva milhares à Avenida Paulista
Atualizado: 8 de set.





A pesar do clima , milhares de pessoas acompanharam o desfile de 7 de Setembro, nesta segunda-feira (7), na Esplanada dos Ministérios em Brasília. Por volta das 9h, início das apresentações, as arquibancadas estavam praticamente lotadas. O público, formado por muitas famílias e crianças, acompanhou a apresentação de alunos de escolas públicas e dos eixos temáticos. A estudante Lara Thalia, de 13 anos, acordou cedo para ver os colegas do Colégio Militar Dom Pedro II, de Brasília. "Minha primeira vez e estou achando muito lindo, muito legal, estou muito animada". Também desfilaram tropas das Forças Armadas, da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, além de viaturas e blindados da Marinha e do Exército. O Maranhense
Araújo Silva, de 58 anos, acompanhava o desfile pela televisão e assistiu pela primeira vez ao vivo. "Eu me lembro do tempo que fui fuzileiro naval aqui em Brasília." O público se empolgou com a tradicional pirâmide humana do Batalhão de Polícia do Exército e com desfile de cavalos e tropas montadas. O encerramento, depois das 1 1h, contou com o show da Esquadrilha da Fumaça e de aeronaves da Força Aérea Brasileira. A dentista Cleide Menezes foi ao desfile, pela primeira vez, com o marido e a filha. "E eu adorei. A parte da Esquadrilha da Fumaça foi muito bonita. Nós gostamos". Aos 74 anos, a enfermeira Erly Alves da Silva levou a família ao desfile. Ela conta que levava o filho, hoje com 48 anos, para assistir às apresentações desde pequeno. Agora é a vez do netinho. "O maior prazer foi estarmos juntos"
Por conta do feriado e do desfile, metrô e ônibus eram de graça e tiveram reforço. O trânsito foi alterado, com acesso restrito e diversos pontos de bloqueio. A polícia fez linhas de revista e inspeção individual. Durante o desfile, a PM acionou a Operação Petardo para investigar uma suspeita de ameaça de bomba na Esplanada dos Ministérios. Segundo a corporação, o material encontrado era apenas lixo e não explosivos. Além dos eventos destinados ao feriado do dia da independência, ocorreu na avenida Paulista em São paulo , o comício do Flávio Bolsonaro, em ato na Paulista, Flávio Bolsonaro diz que Moraes 'vai cair' e responsabiliza Lula por 'caos moral' Candidato do PL participou de manifestação do 7 de Setembro em São Paulo. Flávio ainda afirmou que 'quem vota em Lula está votando em Alexandre de Moraes'. Flávio Bolsonaro participa de ato de 7 de setembro na Avenida Paulista O candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, afirmou nesta segunda-feira (7) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva é responsável pelo que chamou de "caos moral" vivido pelo Brasil e disse que não permitirá que o petista indique novos ministros para o Supremo Tribunal Federal (STF). A declaração foi feita durante ato de apoiadores de Jair Bolsonaro na Avenida Paulista, em São Paulo, convocado pelo senador neste feriado de 7 de Setembro
O candidato também associou Lula ao ministro Alexandre de Moraes e citou a revelação de mensagens trocadas entre o integrante do STF e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Flávio defendeu a saída de Moraes do Supremo."O Lula é o responsável por esse caos moral que o Brasil está passando hoje. Todo esse sofrimento e essa angústia que motiva cada um de nós a vir para as ruas no 7 de Setembro. A culpa é dele. Quem vota em Lula está votando em Alexandre de Moraes. Nós não vamos permitir que o Lula indique mais quatro Alexandre de Moraes para o Supremo Tribunal Federal. Eu vou indicar cinco ministros para o Supremo Tribunal Federal, porque Alexandre de Moraes vai cair", declarou. O ato contou com 28,5 mil pessoas, de acordo com o Monitor do Debate Político USP/Cebrap. A manifestação teve faixas de apoio ao ministro André Mendonça e cartazes com críticas a Alexandre de Moraes e ao presidente Lula. Também foram exibidas bandeiras do Brasil, dos Estados Unidos e de Israel, além de um boneco inflável do presidente americano Donald Trump. O deputado Nikolas Ferreira (PL) também discursou no ato. Ele classificou como "pastel de vento" a revelação, pelo portal ICL, de mensagens trocadas com Daniel Vorcaro.Durante o discurso na Avenida Paulista, o deputado minimizou as conversas com Vorcaro e direcionou os ataques a Alexandre de Moraes. "Eu, Nikolas Ferreira, e a minha esposa, nunca fizemos contrato com Alexandre de Moraes de R$ 208 milhões. Os meus filhos nunca receberam cartão de crédito do Banco Master. O Vorcaro nunca pediu para eu interferir nas decisões da PGR e da PF. Eu não troquei meu celular durante as conversas com o Vorcaro. Sabe por quê, senhores? Senão eu não chamaria Nikolas Ferreira. Eu chamaria Alexandre de Moraes. E o teu lugar, Xandão, é na cadeia", declarou
Tarcísio cobre resposta de Moraes Outro participante do ato foi o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), candidato à reeleição pelo Republicanos. Ele afirmou que as revelações recentes sobre a relação entre Alexandre de Moraes e Vorcaro exigem uma resposta.Silas Malafaia também esteve presente Um dos discursos mais longos do dia na Avenida Paulista foi o do pastor Silas Malafaia. Inicialmente, ele não iria se envolver no evento — o que seria uma novidade, já que Malafaia costuma organizar manifestações de 7 de Setembro relacionadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro na avenida. Malafaia havia dito que não participaria neste ano porque sua relação com os atos era ligada a Jair Bolsonaro. Nos bastidores, porém, houve uma articulação para que ele estivesse presente. O pastor convocou o público pelas redes sociais, participou da manifestação e fez um discurso longo e duro, no qual citou nominalmente o ministro Alexandre de Moraes. Ocorreu confusão entre manifestantes Antes do início da manifestação, um grupo de esquerda que carregava faixas contra o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, foi impedido de ocupar a Avenida Paulista.grupo tentou invadir o espaço destinado aos apoiadores de Flávio Bolsonaro
A PM e a Guarda Civil Metropolitana intervieram para conter a situação e evitar um confronto. Ainda segundo a SSP não foram registrados incidentes graves, e o policiamento permaneceu na avenida para garantir a segurança e o direito à livre manifestação



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