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Envelhecimento ou Alzheimer? Como diferenciar os sintomas da doença em idosos?

  • 12 de ago.
  • 2 min de leitura

Com o envelhecimento da população e a maior atenção ao Alzheimer, muitas dúvidas surgem em torno dos principais sinais e de como identificar a doença, que é mais comum entre pessoas idosas, embora também possa ocorrer em outras faixas etárias.

Muitas vezes, há confusão entre os sintomas associados ao envelhecimento e os sinais da doença. Mas como diferenciar alterações comuns do envelhecimento de possíveis sinais de Alzheimer?

Entre os principais sinais de alerta estão mudanças na memória, na orientação, na linguagem e na capacidade de realizar atividades que antes faziam parte da rotina. Quando essas alterações começam a interferir no dia a dia, é importante buscar uma avaliação médica.

Confira alguns exemplos:

Envelhecimento comum

Possíveis sinais de Alzheimer

Esquecimento ocasional: esquecer um nome ou compromisso, mas conseguir lembrar posteriormente.

Perda de memória que interfere na rotina: repetir a mesma pergunta várias vezes ou esquecer acontecimentos recentes.

Maior dificuldade para aprender: precisar de mais tempo para aprender uma informação ou habilidade nova.

Dificuldade para aprender informações novas: esquecer rapidamente informações que acabou de receber.

Pequenos lapsos: cometer um erro ou se confundir ocasionalmente em alguma tarefa.

Dificuldade para realizar tarefas conhecidas: não conseguir seguir uma receita habitual ou administrar contas mensais.

Manutenção da independência: continuar realizando as atividades cotidianas sem necessidade de ajuda.

Perda de autonomia: precisar de ajuda para realizar tarefas que antes fazia sozinho.

Esquecimentos pontuais: eventualmente esquecer uma data, mas lembrar posteriormente.

Desorientação: perder-se em lugares conhecidos ou apresentar dificuldade frequente para identificar datas e períodos.

Dificuldade ocasional com palavras: ter dificuldade para lembrar uma palavra, mas conseguir recuperá-la posteriormente.

Dificuldades de linguagem: ter problemas frequentes para encontrar palavras ou acompanhar uma conversa.

Alterações emocionais ocasionais: apresentar mudanças de humor relacionadas a situações do cotidiano.

Mudanças de comportamento e humor: apresentar irritação, tristeza, apatia ou confusão de forma diferente do habitual.

Caso sejam identificadas mudanças persistentes na memória, no comportamento ou na capacidade de realizar atividades cotidianas, é importante buscar atendimento médico. Um neurologista ou geriatra poderá realizar uma avaliação e, quando necessário, solicitar exames para investigar as causas dos sintomas e chegar a um diagnóstico.

O Alzheimer ainda não tem cura, mas o diagnóstico precoce pode contribuir para o planejamento do tratamento e para a manutenção da qualidade de vida. Além do acompanhamento médico, hábitos saudáveis, atividades físicas, estímulos cognitivos e uma alimentação equilibrada podem fazer parte dos cuidados.

A participação da família e a construção de uma rede de apoio também são importantes ao longo da evolução da doença, contribuindo para o bem-estar e a segurança da pessoa diagnosticada com Alzheimer.

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