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SISTEMA BANCÁRIO ENTRA NUMA GREVE TOTAL

  • 21 de ago.
  • 2 min de leitura

Sistemas bancários todo o país realizaram paralisação de 24 horas nesta quinta-feira (20), após rejeitarem proposta da Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) na Campanha Nacional Unificada 2026. O motivo é o impasse nas negociações da Campanha Nacional Unificada dos Bancários de 2026.

A categoria rejeitou a proposta apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e decidiu pausar as atividades, mais de 50 mil trabalhadores participaram das assembleias realizadas em todo o país para avaliar a proposta apresentada pelos bancos. Na base do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região, 97,66% rejeitaram a proposta e 89,34% aprovaram a paralisação.

Na oitava rodada de negociação, realizada na terça-feira (18), a Fenaban recuou dessas duas propostas, mas novamente não apresentou um índice de reajuste para salários e demais verbas. A próxima reunião entre o Comando Nacional dos Bancários e os representantes dos bancos está marcada para segunda-feira (24).

O que acontece se bancos e trabalhadores não chegarem a um acordo?

As negociações podem continuar e as partes podem recorrer a mecanismos de mediação e, de comum acordo, à arbitragem. A categoria também pode deliberar pela continuidade ou realização de novas mobilizações, desde que sejam observadas as exigências legais aplicáveis. Consumidores terão de pagar as contas?

Sim. Segundo o Procon-SP, a greve não afasta a obrigação de pagar as contas dentro do prazo de vencimento. Por isso, o consumidor deve ficar atento às datas para evitar a cobrança de juros.

O órgão orienta que os pagamentos sejam feitos, quando disponíveis, pelos sites ou aplicativos dos bancos. Também é possível recorrer a redes de supermercados e casas lotéricas que recebem boletos e contas de água, luz, gás e telefone.

Para Fernando Canutto, sócio do Godke Advogados e especialista em direito bancário, a paralisação também não suspende automaticamente as obrigações dos clientes. No entanto, ele afirma que o banco não pode transferir ao consumidor o prejuízo decorrente de uma falha na prestação do serviço.

E se não conseguir pagar por causa da greve?

Canutto explica que, quando a instituição mantém atendimento presencial, o Banco Central estabelece que ela não pode simplesmente impedir, recusar ou dificultar o atendimento sob o argumento de que existem canais eletrônicos. Segundo ele, o banco deve procurar garantir meios razoáveis para a continuidade dos serviços essenciais.

O advogado ressalta, porém, que existe uma diferença entre a agência estar fechada e o consumidor estar efetivamente impossibilitado de realizar a operação. Com a digitalização dos serviços bancários, essa distinção ganhou importância.Os trabalhadores cobram 5% de aumento real, além da reposição da inflação, valorização da participação nos lucros e resultados (PLR) e melhorias nos benefícios. Entre os pontos criticados está a proposta de reajuste em três faixas salariais, além do congelamento do piso de ingresso.

Em nota, a Fenaban esclarece que "as negociações seguem o cronograma estabelecido, e esperamos, ao longo desse processo, alcançar um entendimento satisfatório para ambas as partes".

Embora a greve não suspenda automaticamente as obrigações dos consumidores, situações em que o cliente fica comprovadamente impedido de realizar um pagamento podem ser analisadas de forma diferente.

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