
Por que realities ainda dominam o público brasileiro?
- Mariana Rodrigues
- 25 de abr.
- 2 min de leitura
Com o sucesso da edição do Big Brother Brasil 26, que terminou na última terça-feira e consagrou Ana Paula Renault como a grande campeã, com o maior prêmio da história do programa, que chegou a 5,7 milhões, muitas discussões e debates vieram à tona. Torcidas, trends, memes, bordões, mutirões de votação — afinal, por que o público brasileiro ainda é dominado pelos reality shows?
A resposta talvez seja mais simples do que parece. Pesquisas indicam que a causa para esse frenesi está no sentimento de empatia, ou seja, o público se identifica com o que vê: as histórias de superação, as amizades, as estratégias, até mesmo as discussões são o retrato da vida real sendo televisionada. Tudo isso é incrementado aos VTs com trilhas sonoras emocionantes, às interações com o apresentador e às festas, que criam uma sensação de projeção e fazem com que quem está na sala deseje estar do outro lado.
Além disso, os realities trabalham com a sensação de poder, de modo que o público é quem determina quem fica, quem sai e quem vence. Esse sentimento de estar no controle prende o telespectador, que sabe que é fator determinante no resultado final da atração.
Tudo isso é ainda mais ampliado pelo fator de conexão que se cria nas redes sociais. Pessoas que torcem por um determinado participante encontram e se comunicam com outras que também querem aquele participante como vencedor, e daí nascem as torcidas, os mutirões e as interações com os perfis oficiais, além de discussões entre duas ou mais torcidas.
No final, os realities são, para nós, como novelas da vida real, com seus dramas, romances e emoções, que cativam, trazem debates e criam distrações em meio ao caos de dias sobrecarregados.



Muito bem colocado, sua perspectiva 👏
realmente! a gente se sente exatamente assim em relação aos realitys é tudo muito bem trabalhado para envolver o público.