"As Patroas", reality show organizado por Viih Tube e Eliezer, acende discussão sobre os limites do entretenimento.
- Mariana Rodrigues
- 3 de jul.
- 2 min de leitura
Com premiação de R$ 60 mil, o reality show "As Patroas" trouxe uma proposta polêmica. Organizado pelos influenciadores e ex-BBBs Viih Tube e Eliezer, o programa colocava funcionários do casal, como babás, governantas, cozinheira, motorista e outros colaboradores, para realizar provas em busca do prêmio principal e de outras recompensas, como massagens, jantares e dias de folga.
As provas incluíam procurar moedas em diversos locais da mansão do casal, como o lago da família, lixeiras e até mesmo o vaso sanitário. Assim que o público tomou conhecimento do programa, o debate rapidamente se espalhou pelas redes sociais, com críticas ao posicionamento do casal e discussões sobre os limites do entretenimento. Internautas apontaram que a ideia do reality promovia a humilhação dos colaboradores, colocando-os em situações vexatórias, enquanto Viih Tube e Eliezer lucrariam com o engajamento gerado, que, segundo as críticas, seria superior ao valor da premiação.
O TST (Tribunal Superior do Trabalho) se pronunciou na última quinta-feira (1º), por meio de uma publicação nas redes sociais que logo foi associada ao polêmico reality. Na postagem, o tribunal destacou que "Expor trabalhadores e trabalhadoras a situações humilhantes ou constrangedoras pode caracterizar assédio moral..." e reforçou que "...humilhação não é entretenimento."
Eliezer rebateu as críticas por meio de um comentário no Instagram, alegando que as colaboradoras "não foram obrigadas nem coagidas a participar. Estão ganhando seguidores; vai lá no perfil, já tem 100 mil. Elas estão felizes...", declarou.
O reality show foi suspenso. No entanto, o caso serviu de alerta para os limites entre entretenimento e humilhação pública, acendendo um importante debate sobre até onde produtores de conteúdo estão dispostos a ir em busca de engajamento.
A Lei nº 14.457/2022 prevê medidas de prevenção e combate ao assédio no ambiente de trabalho. O assédio sexual, o assédio moral e outras formas de violência são condutas altamente prejudiciais para empresas e colaboradores.
Práticas de assédio moral no trabalho podem ser denunciadas ao Ministério Público do Trabalho (MPT), ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) ou por meio do Disque 158.





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